Cirurgia de Cabeça e Pescoço / Pediatria / Ortopedia - Tratamento da Dor / Ginecologia

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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desmistificando o Hipotireoidismo

Durante a entrevista em que anunciou sua despedida do futebol, o jogador Ronaldo  afirmou sofrer de hipotireoidismo, doença que afeta o bom funcionamento da tireoide. Especialistas alertam sobre a doença. Confira:

  
A tireoide é uma das principais glândulas do organismo. Ela é responsável pela produção de dois hormônios – a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3) – essenciais para o bom funcionamento do organismo. Os hormônios agem estimulando o processo metabólico. Quando os hormônios são produzidos em menor quantidade, vários órgãos começam a diminuir suas atividades metabólicas, caracterizando o hipotireoidismo.
A doença tem progressão lenta podendo causar sintomas em diversos órgãos do corpo,como cansaço, ganho de peso, sonolência, fraqueza, dores musculares, apatia e depressão. Entre as mulheres, problemas menstruais e infertilidade também  podem acontecer.
Lembre-se, os sintomas do hipotireoidismo não são específicos da doença e podem se apresentar por outros motivos. Cabe ao medico avaliar cada um de seus sintomas, solicitar exames específicos e assim verificar  se são decorrentes da falta do hormônio ou não.
Não se sabe ao certo porque o organismo inicia esse processo, mas admite-se que ele possa ser um problema congênito ou causado por doenças autoimunes, como a doença de Hashimoto, na qual o corpo passa a produzir anticorpos contra a própria glândula tireoide, levando a uma redução de sua função e conseqüente diminuição da produção de hormônios. Outras causas são: doenças endocrinológicas, como diabetes tipo 1 e o uso contínuo de medicamentos que podem bloquear a tireoide e levar ao desenvolvimento da doença. Apesar de ser um problema que acomete principalmente mulheres, o hipotireoidismo pode surgir em qualquer pessoa, independente de gênero ou idade.
Diagnóstico da doença
Muitas pessoas não sabem que apresentam a doença porque seus sintomas são confundidos com cansaço, desânimo e sintomas de estresse. Seu diagnóstico deve ser  confirmado laboratorialmente por meio da dosagem do TSH no sangue do paciente. A dosagem ultra-sensível de TSH possibilita avaliar precocemente se a produção de hormônios pela tireoide é insuficiente para o organismo. Valores acima do limite superior da normalidade são considerados de hipotireoidismo.  
 Vivendo com a doença
Ainda sem cura, a doença deve ser tratada por meio de reposição hormonal- a levotiroxina - que deve ser tomado diariamente, por toda vida, de acordo com prescrição médica. Se não for corretamente tratado, a doença  pode acarretar redução da performance física e mental do adulto, além de elevar os níveis de colesterol, que aumentam as chances de problemas cardíacos. Após a estabilização dos hormônios, o controle deve ser anual, a fim de verificar se a dosagem do remédio está sendo suficiente.
Fonte: Dr. Rubens Aldo Sargaço, médico endocrinologista do Hospital Samaritano de São Paulo
http://www.samaritano.org.br/pt-br/imprensa/noticias/Paginas/desnistificando-o-hipotireoidismo.aspx 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Dica de leitura

O Manual de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, lançado neste mês pela Editora Manole, conta com capítulos escritos pelo Dr Marcello Rosano e pelo Dr Murilo das Neves.
Não deixem de conhecer.